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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JOSÉ AFRÂNIO MOREIRA DUARTE

 

Imortal da Academia Mineira de Letras, José Afrânio Moreira Duarte nasceu em Alvinópolis, Minas Gerais, em 8 de maio de 1931, mas vive em Belo Horizonte desde 5 de fevereiro de 1955, onde bacharelou-se em Direito pela UFMG. Foi duas vezes condecorado pelo Governo de Minas Gerais, com a Medalha da Inconfidência e a Medalha do Centenário de Belo Horizonte.
Conhecido de todos os escritores de Minas Gerais e do Brasil, José Afrânio Moreira Duarte é contista, ensaísta, crítico literário, entrevistador e poeta. Publicou os contos “O Menino do Parque”, “A Muralha de Vidro” e “Azul: Estranhos Caminhos” e os ensaios “Fernando Pessoa e os Caminhos da Solidão” e “Henriqueta Lisboa: Poesia Plena”.
Faleceu 4 de junho de 2008, em sua residência, em Belo Horizonte. Foi sepultado no mesmo dia.

Fonte:Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais
http://www.cultura.mg.gov.br/

 

DUARTE, José Afrânio Moreira.  Tempo de Narciso.  Apresentação do livro por Elizabeth Rennó. Imagem da capa: Neuza Ladeira. Belo Horizonte, MG: Anome Livros, 2006.  48 p. 
Ex. bibl. Antonio Miranda


 

         ROSA DE SANGUE

Milhares de faces pálidas chorando
Ecos de pranto nas montanhas se perdendo
Corações em silêncio, sofrendo, sofrendo
E almas tristes doces ilusões acalentando

Sonhos de cristal, diáfanos
Que pouco a pouco, vão acabando
Quando as almas sofredoras vão sentindo
O perfume de milhares de rosas esmagadas
Rosas vermelhas de sangue
Que tapizam os caminhos árduos
Dos pobres sonhadores...

Vontade de ser grande está crescendo
A força de sentir me foi forçando
A deixar cair pela face pálida
As lágrimas tristes
Em que se transformaram
Os sonhos irrealizados
Lágrimas que vão caindo
Sobre os ramalhetes
E enchendo de orvalho
As pétalas brilhantes
Das vermelhas rosas de sangue...

 

 

            SEM RUMO

Eu sou como navio desarvorado
Repudiado em cada porto.
Não chegam nem sequer ecos distantes
De risos e de festas
Nem seque a mais leve fragrância
Ou os sons, ainda que imprecisos e vagos
De vida.
Só é divisado o horizonte
Longínquo
Inalcançável
Eterno...
Dizem que há tanta alegria no mundo, tanta
E eu sou como navio sem porto
Sem destino
Há o farol da esperança
Mas não ilumina meu caminho.

 

*

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Página publicada em maio de 2023


 

 

 
 
 
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